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Publicado em Janeiro 25th, 2018 | by Livio

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Comprovante de vacinação contra a febre amarela será obrigatório a todos os visitantes do Zoológico de BH

zoologico-fund-zoobotanica-pbhA partir do dia 2 de fevereiro, os visitantes do Zoológico de Belo Horizonte terão de apresentar comprovante de vacinação contra a febre amarela e documento de identificação pessoal para entrar no local. Entre os dias 27 de janeiro (sábado) e 1º de fevereiro (quinta-feira), o local estará fechado ao público para que sejam feitas adaptações e reorganizações necessárias para garantir mais segurança aos animais e aos usuários. A medida faz parte das ações conjuntas da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) para prevenção da febre amarela na cidade.

O presidente da FPMZB, Sérgio Augusto Domingues, destaca que a obrigatoriedade da comprovação da vacinação é uma medida tanto para segurança dos visitantes quanto do grupo de animais do zoológico. “No ano passado, os funcionários que atuam nos parques e no zoológico foram vacinados, por meio de uma ação específica em parceria com a Secretaria de Saúde. Embora não tenhamos registros de casos da doença nas proximidades do zoo, adotar essa exigência do cartão de vacinação para visitação do espaço é importantíssimo, pois é um dos locais da cidade que mais concentra pessoas aos finais de semana e está em meio à mata.Assim, contribuímos para sensibilizar a população, aumentar as taxas de vacinação, garantimos a segurança dos que visitam ou trabalham no zoológico, atuamos na contenção do avanço da doença para o meio urbano e também preservamos os animais que aqui estão”, afirma.

Sérgio também destaca que os pequenos primatas do zoológico, mais susceptíveis à doença, estão sendo retirados da área de visitação do público. “É necessário fazer o recolhimento desses animais para uma área reservada, que é toda protegida por telas finas, já que são os mais vulneráveis à contaminação. Infelizmente quem vier ao zoológico não poderá vê-los, mas é importante entender que essa é uma medida preventiva, temporária, num momento de alerta contra a doença”, comenta. Já a partir do dia 2 de fevereiro, estarão fora da área de visitação as espécies de primatas bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.

O fechamento do zoológico entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro é uma medida necessária para realização das adaptações para preservar os animais mais vulneráveis (pequenos primatas), remanejar equipes e treiná-las para atendimento ao público considerando a nova exigência de apresentação do comprovante de vacinação contra a febre amarela, além de reorganizar as equipes de atendimento e de bastidores do espaço.

Também será feita nesse período uma ampla divulgação das novas regras para acesso ao zoológico, incluindo instalação de sinalização preventiva e educativa no entorno.  “Com o fechamento do zoológico neste curto período estamos atuando preventivamente, uma vez que este é um período de grande concentração de pessoas aqui, em função das férias. Estamos atualizando nossas ações preventivas, adotando e reavaliando a necessidade de novas medidas a cada semana. Fechar alguma área verde, definitiva ou temporariamente, é o menor dos impactos para a população, frente aos riscos de termos casos de febre amarela urbana. A Prefeitura tem o dever de agir preventivamente diante das questões relativas à saúde pública e, para isso, deve utilizar todos os recursos disponíveis e necessários para isso. Esta medida está em sintonia com as recomendações recebidas diretamente da Secretaria Municipal de Saúde, órgão com o qual estamos trabalhando em conjunto sistematicamente diante deste cenário”, finaliza.

Em meio aos esforços de combate à febre amarela, é sempre importante destacar: os macacos não transmitem a doença aos humanos. No trabalho de prevenção eles são aliados, pois, quando contaminados, indicam que o local onde vivem pode ter um foco dos mosquitos transmissores infectados com o vírus. Assim, os macacos contribuem para os trabalhos de zoonoses na eliminação dos focos da doença e na elaboração das estratégias de prevenção, como isolamento de áreas.

Vacinação é importante ação preventiva 

Em Belo Horizonte a vacina é aplicada para pessoas acima dos 9 meses e que ainda não tenham recebido nenhuma dose. Na situação atual, com circulação comprovada do vírus da febre amarela na Região Metropolitana e casos confirmados da doença em residentes no município, com transmissão ocorrida fora da capital, a vacinação também será aplicada em pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes.

No caso de idosos, se necessária, a avaliação para receber a vacina pode ser feita por qualquer profissional de saúde. Inclusive os que atuam nas unidades básicas de saúde. Esta orientação segue determinação do Ministério da Saúde.

A vacina é contraindicada e não é aplicada nos seguintes casos: 

- Crianças menores de 9 meses de vida

- Pessoas com alergia grave ao ovo ou outro componente da vacina

- Portadores de imunossupressão grave

- Pessoas em uso de corticoide em doses elevadas

- Portadores de doenças: lúpus, artrite reumatoide, doenças de Addison e do Timo (miastenia gravis, timona)  (Por Ascom PBH)


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